Prémio
Escolhi um blog a premiar.
Gosto de muitos, mas depois de algumas voltas pelos que mais leio, resolvi premiar uma jovem muito sensível e divertida.
A autora de "Mente Flutuante" já recebeu muitos, mas acho que este que escolhi para ela, é o que mais a define.
"Mente Flutuante" é um blog fresco, alegre, tem uma escrita clara, perfeita e apaixonante.
Acho que todos vão concordar comigo.
Ela é merecedora.
Carnaval

Para mim não houve Carnaval... nem em Veneza, nem no Rio, nem em Torres Vedras!
Não me atiraram pacotes de farinha, nem me deram bisnagadas de água fria. Não detonaram estalinhos nas minhas pernas, nem rebentaram bombinhas de mau cheiro na minha sala.
Não dancei o samba, nem desfilei em fio dental. Não me vesti de homem com farto bigode, nem de odalisca a dançar a dança do ventre. Não fui Careto, nem rodopiei com sombrinha ao som do frevo. Não me pintei de palhaço, nem me mascarei de matrafona com grandes airbags. Não me embebedei, não suei as estopinhas a desfilar no meio de multidões eufóricas, não fiquei rouca de gritar, só por ser Carnaval!
Não ouvi os "Vapôres do Rego", nem a Ivete Sangalo.
Não andei de bar em bar até de madrugada, a rir-me para quem não conheço e a ser abraçada por quem nunca vi mais magro!
Deitei-me cedo na minha cama, de pijama, consciente e sem ajuda!
Realmente o meu Carnaval foi uma pasmaceira!
Penso que foi para compensar o Carnaval em que vivo e começa na Quarta-Feira de Cinzas e termina no Domingo de Entrudo. Estou sempre no contra...
Dia dos namorados

Passou o dia dos namorados e eu sem um minuto para me sentar aqui e escrever.
Passou o dia e o romantismo lá se foi com a folha do calendário.
Também para muitos dos "enamorados" que amanheceram no dia de S. Valentim com o ramo das flores atrás das costas, o dia seguinte trouxe a rotina já conhecida e instalada.
Claro que não é regra geral... há os que vivem mesmo um amor eterno ("enquanto dura", disse o poeta).
No entanto, as setas de Cupido passaram indiferentes por muitos solitários, não os ajudando a mudar a sua condição.
O anjinho gordinho e sorridente terá feito de propósito, fingindo-se trémulo na hora de disparar e depois de errar o alvo, saindo a rir de forma descarada, deixando os solteirões inconsoláveis.
Outros houve (isto na vida tem de haver de tudo, para ser giro!) que deram mais do que um presente. Não, não foi à mesma pessoa...
E ainda quem desse um presente e uma desculpa "não podemos gastar dinheiro, temos a nossa casa para pagar. Um beijinho chega". Não, também não foi à mesma pessoa...
Houve concurso de namorados a beijaram-se em público. Somaram 40.000. Não, não foram beijos... foram pares!Corações, muitos corações, nas flores, nos ursinhos felpudos, nos bombons, nas cuequinhas, boxers e t-shirts.
Jantares fora, fins de semana fora, surpresas aos montes, tudo muito romântico, muito doce!
Cupido esteve muito ocupado e como sempre, lá foi trocando os alvos de vez em quando. Mas isso também é giro!
No dia seguinte pousa o arco e as flechas, suspira de alívio e... até ele deixa de ser romântico e prefere jogar na playstation!
O sorriso da Natureza

"Fevereiro quente, traz o diabo no ventre", dizia-me este fim de semana uma senhora amiga da minha mãe.
Apesar de achar que é cedo para este calor e de saber o significado deste dito popular, é óptimo sentir a chegada da Primavera.
As roseiras estão cheias de rebentos e já precisei de regar os vasos mais pequenos, embora tenha chovido dias a fio.
O Sol traz-me energia e dá-me forças que pensava perdidas para sempre.É a Natureza que se vai renovando com o passar dos dias e nos vai renovando também.
No Inverno a Natureza descansa, dormita no sofá, para voltar na Primavera com cor, luz e força.
Nestes dias, ela abriu um dos olhos, espreguiçou-se e deitou-nos um olhar acompanhado com o seu sorriso mais bonito. Voltará a adormecer mais um mesito, talvez.
Ainda virão dias frios, talvez até voltemos a espirrar e a tossir, mas para já aproveitemos este grande sorriso que a Natureza nos dá.
O que vale a Vida?
Para ser, tenho que sonhar.
Quando planto uma flor no meu quintal, ela cresce, desabrocha, enche o canteiro de cor e perfume, fazendo-me feliz.
Penso muitas vezes nisto, pois acho que faço mais do que conseguir o meu objectivo - fazer florir o pé que plantara, saindo vitoriosa na tarefa a que me propusera.
Ajudo também a própria planta a cumprir o seu destino, florindo e deitando sementes na terra, que darão lugar a mais flores, mais cor e mais perfume.
E se vejo alguém parar e apreciar o meu jardim, acho que renovo o bem estar dos que me cercam e podem beneficiar da beleza que resultou do meu gesto e da vitória da própria planta, que enraizou e floresceu.
É nisso que tenho de pensar. É no que a minha alegria pode beneficiar os outros, no que o meu prazer pode ajudar quem sofre, no que o meu esforço pelo equilibrio pode manter à minha volta tudo mais harmonioso.
Sempre gostei de rir e já nem sei quando isso aconteceu comigo a última vez.
Sempre plantei flores e as acarinhei para que a seu tempo cumprissem com a missão de alegrar a minha vida e a de quem as pode apreciar como eu.
No entanto, tenho gasto os meus dias a pensar e repensar nos que me colhem as flores, as partem e pisam, nos seus actos pouco belos, pouco justos, pouco dignos, revoltando-me por vê-los vitoriosos, apesar disso.
No meu desespero esqueço o meu jardim. Nele ainda há camélias lindas e já crescem as hastes que vão dar orquídeas.
As roseiras e as hortenses foram podadas, mas começam a rejuvenescer nos seus rebentos tão frágeis e graciosos. As Magnólias começam a sorrir também.
Os malmequeres que floriram todo o Verão, descansaram um pouco e já voltam a encher o vaso de rama de vários verdes e botões tímidos, mas decididos.
Um novo hóspede tem sido o alvo das atenções - um lírio roxo.
Para tecer, tenho que fiar. Para colher, tenho que plantar. Para ter, tenho que cuidar. Para ser, tenho que sonhar.A maldade tem-me desviado do meu caminho, entristecendo a minha alma.
Quero voltar a ler, a escrever, a bordar e a jardinar.
É nisso que eu me sinto na minha pele. A mentira, a arrogância e a vaidade não são da minha família. Nem minhas vizinhas...
Aversão

Mal me aproximo de ti sinto um peso na alma que não sei donde vem.
Perco a alegria, o gosto de rir ou sorrir. Fica só o mal-estar e a desconfiança.
Uma aura negativa paira à tua volta.
O teu tom afável é falso, frio, funesto, causa arrepios.
O teu olhar transmite sempre reprovação, crítica, censura, deixando–nos com a sensação que cometemos uma falta grave, que o mal está em nós.
A maldade que revelas nas poucas palavras que proferes, nos sorrisos trocistas que trocas com quem te bajula, arrasta-se atrás de ti, como um manto negro e sombrio.
Pareces um soberano que olha de cima os seus súbditos, considerando-se benemérito ao dar-lhes a oportunidade de o verem, de lhe falarem, de se aproximarem, ainda que só num cumprimento de cabeça. Será que pensas que a vida muda só para os outros? Que a sorte te bafejará sempre?
Perco a alegria, o gosto de rir ou sorrir. Fica só o mal-estar e a desconfiança.
Uma aura negativa paira à tua volta.
O teu tom afável é falso, frio, funesto, causa arrepios.
O teu olhar transmite sempre reprovação, crítica, censura, deixando–nos com a sensação que cometemos uma falta grave, que o mal está em nós.
A maldade que revelas nas poucas palavras que proferes, nos sorrisos trocistas que trocas com quem te bajula, arrasta-se atrás de ti, como um manto negro e sombrio.
Pareces um soberano que olha de cima os seus súbditos, considerando-se benemérito ao dar-lhes a oportunidade de o verem, de lhe falarem, de se aproximarem, ainda que só num cumprimento de cabeça. Será que pensas que a vida muda só para os outros? Que a sorte te bafejará sempre?
Todos te sorriem, mas temem os teus poderes malignos. Afastam-se na primeira oportunidade.
Eu aconchego a gola do casaco, sinto-me gelar.
Toda a força se esvai, enquanto estás por perto.
Consegues reunir num só olhar, numa só palavra que sussurres, a vaidade, a inveja, a prepotência, a ignorância, a ameaça e a vingança que podem caber num ser humano.
À tua volta, tudo seca.
Eu aconchego a gola do casaco, sinto-me gelar.
Toda a força se esvai, enquanto estás por perto.
Consegues reunir num só olhar, numa só palavra que sussurres, a vaidade, a inveja, a prepotência, a ignorância, a ameaça e a vingança que podem caber num ser humano.
À tua volta, tudo seca.
Cruzo os dedos por instinto.
Sabedoria
Boas notícias.
Vi hoje nas notícias da TV o Presidente da República Portuguesa, sentado no seu gabinete de trabalho, frente ao computador portátil, a explicar ao jornalista que o entrevistava, como trata os dados que lhe chegam todos os dias através do site "Presidência", em especial as respostas que dá às perguntas que os cidadãos lhe fazem directamente através desse espaço.
Lembro-me dos tempos em que isso era impensável e desejo ardentemente que seja verdade e para sempre.
Podermos chegar a quem nos governa, sem medo que não goste das nossas palavras e nos mande a polícia casa adentro, a meio da noite. Isso é mesmo democracia.
Fiquei pensativa!
Quem tem algum poder, não gosta de ouvir palavras que possam ser ou apenas parecer crítica.
Para o homem crescer, tem de ter liberdade.
Liberdade de expressão, neste caso.
Surpresa!
Para minha grande surpresa recebi hoje dois prémios do blog Amor: "Sendo assim, vou nomear o Rafeiro Perfumado, Palavras em Desalinho, Miss Sixty, Robe de Soir e Navegando" e aí está o selo que comprova. Lindo!
Bem-Hajas.
E o outro, lá vem ele... 31 Janeiro 2009

"Com o Prémio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, étnicos, literários, pessoais, etc. Que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web."
Não conheço bem as regras ainda, mas penso que tenho de nomear um blog que eu sinta merecer este prémio. Eu gosto de muitos e claro que escolherei os que acho mais criativos.
Quero ver com atenção e nomear com convicção.
Fico ainda na dúvida se ganhei mesmo os prémios, ou se apenas fui nomeada. Entretanto descobrirei essas maravilhas que me chegam todos os dias pelos meus amigos virtuais.
Para já fica o meu agradecimento ao amigo que me escolheu.
O sexo do saber!
Joana Carneiro, a maestrina.
Com uma profissão em que os homens eram os únicos, Joana sobressai, apesar da sua idade e do seu sexo.
Sentada na plateia a assistir a um concerto, perguntaram-lhe o que fazia.
Quando respondeu, ouviu o comentário:- "Mas essa não é profissão de uma esposa!"
Dirigir uma orquestra não era profissão de mulheres, como não era a medicina, a magistratura ou a condutora de taxis.
Joana Carneiro, além de maestrina, já é considerada muito importante.
O saber deixou de ser característica do sexo masculino, definitivamente!
Com uma profissão em que os homens eram os únicos, Joana sobressai, apesar da sua idade e do seu sexo.
Sentada na plateia a assistir a um concerto, perguntaram-lhe o que fazia.
Quando respondeu, ouviu o comentário:- "Mas essa não é profissão de uma esposa!"
Dirigir uma orquestra não era profissão de mulheres, como não era a medicina, a magistratura ou a condutora de taxis.
Joana Carneiro, além de maestrina, já é considerada muito importante.
O saber deixou de ser característica do sexo masculino, definitivamente!
Silêncio
Deus é amigo do silêncio.
As árvores, as flores e as ervas crescem em silêncio.
Olhem como as estrelas, a Lua e o Sol convivem em silêncio!
Madre Teresa
As árvores, as flores e as ervas crescem em silêncio.
Olhem como as estrelas, a Lua e o Sol convivem em silêncio!
Madre Teresa
Saber
"Terra pequena nunca fez homem grande", diziam na Beira quando eu era pequena.
Nasceram muitos homens grandes em terras bem pequenas, mas não chegaram a grandes ficando por lá. As oportunidades estavam nas grandes cidades.
Para estudar era preciso ir para as cidades e ter dinheiro para poder fazer fase às grandes despesas que isso implicava. Quem tinha dinheiro... continuava, quem não tinha... ia para a serra com os rebanhos, ou para as oficinas aprender uma profissão.
Claro que depois diziam que uns eram inteligentes e os outros não o eram.
Isso tudo acontecia nas aldeias e vilas de Portugal do interior, onde não havia transportes capazes, onde não havia indústria e como tal, as pessoas viviam dos pequenos pedaços de terreno que cultivavam e que lhes assegurava pouco mais do que a panela da sopa diária.
Vendiam o leite de uma vaca que cuidavam como se fosse gente e os queijos do leite que tiravam às ovelhas do rebanho a que não faltavam com a ração, mesmo que não houvesse fartura na mesa para a família.
Vendiam as couves, os espigos e as alfaces, as batatas, as cebolas e as cenouras, que cultivavam na horta atrás da casa.
Faziam o vinho da meia dúzia de videiras, que faziam latada em frente da casa, onde nas noites abafadas de Verão tomavam a fresca no fim de um dia de estafa ao Sol.
As crianças, antes de irem para a escola, ajudavam a tratar dos animais e à tarde, quando regressavam a pé, iam recolher as folhas velhas das couves, os saramagos e outras verduras para alimentarem de novo os coelhos, as galinhas, os patos mudos e os porcos.
Aprender mais do que a ler e a escrever, era um luxo.
Não havia TV, nem se ia ao cinema, à biblioteca e não havia tempo sequer para se ouvir rádio.
Cantava-se no campo enquanto se regava a horta ou se mondava o milho.
Bebia-se um copo na taberna onde ao domingo se ouvia o relato do futebol.
Isto tudo parece que foi há muitos anos atrás, séculos talvez, mas não!
Quem assim vivia, está vivo e tenta adaptar-se aos tempos modernos em que se compram as batatas pré-fritas, os pratos já cozinhados e congelados, em que não se pode fazer o fumeiro, porque as chouriças e as morcelas têm de ter um selo de garantia, em que os filhos estudam o que querem, mal fazem 18 anos "tiram a carta" e fazem férias em terras em que se fala uma língua desconhecida.
Nasceu em terras da Beira, Eugénio de Andrade, mas muito cedo foi para Lisboa.
O mesmo terá acontecido com Miguel Torga, Ferreira de Castro, Aquilino Ribeiro, etc.
Então eu corrijo: Terra sem instrução, não faz homem grande.
Ufa!
Ainda uma mensagem de Natal
S.
Tantas coisas más que passámos.Tantas horas dolorosas, intermináveis, em que a esperança parecia ter-nos abandonado paa sempre.
Tantas revoltas combatidas, vencidas e renascidas.
Tantos nãos. Tantos nuncas. Tantos nadas. Tantas incertezas. Tantos desesperos. Tantas desistências.
Mas os homens bons renascem todos os dias na força, na vontade, na tentativa, na luta, na aceitação, na recusa, na escolha, na doação.
O S. já renasceu mil vezes e continuará a fazê-lo, porque tem à sua espera a vida que foi adiando durante muitos anos.
Força. Bom Natal.
(A Magia do Teatro- mensagem para alguém que conseguiu livrar-se duma escravatura e encontrar, no fim de 25 anos, talento para estudar, fazer teatro e retomar o sonho)
Olhar no espelho
Todos começam 2009 a cumprimentar os familiares e amigos, desejando-lhes um Bom Ano Novo.
Acredito que a maioria é sincera. Mas estou certa que muitos o farão por simples cortesia, utilizando a frase feita, sem pensar, porque é costume, porque faz parte.
E até me resigno com essa ideia, mas fico sempre a pensar.
Desejam que todos sejam felizes, mas ficam-se por isso mesmo, por formular mecanicamente a frase, esperando que só pelo facto de recomeçar a contagem do ano, das estações, dos solestícios e equinócios, das luas cheias e novas, a felicidade chegue e os males acabem.
Eu, incluída.
Embora pense nos sem abrigo, nestas noites tão frias, nunca saí a levar um cobertor a um deles.
Embora me lembre dos doentes internados longe das suas casas, os que são submetidos a tratamentos dolorosos ou que estejam sem forças, sem alegria, sem esperança, nunca visitei nenhum, nestes dias de festa.
Mesmo sabendo que há crianças que sofrem com fome, frio, desamparo e agressões de toda a ordem, nunca socorri, alimentei, amparei ou protegi, senão os meus.
Conhecendo lares de idosos não distantes de onde vivo, nunca minorei a solidão dos que passam os dias todos iguais, nunca lhes ofereci a minha atenção, nunca me dispûs a ouvir as suas histórias, a adoçar-lhes a boca com um caramelo, a escolher uma música alegre para os distrair, a levá-los no meu carro a passear pela rua das montras para verem as luzes de Natal, a ver o mar numa tarde menos cinzenta, a fazê-los rir com uma anedota maliciosa.
Sei que há quem sofra violência doméstica, na maior angústia da vergonha, do silêncio e da revolta, que há quem tenha perdido o emprego e com ele a esperança e a alegria, quem esteja dependente de escravaturas veladas, como a incapacidade de se libertar de um amor frustrante, de uma ligação humilhante, de uma dependência que lhes nega a dignidade e a auto estima, mas nunca me lembro de pedir por eles nas minhas orações.
Ano Novo, para quem? Ano Novo porquê? Novo em quê?
Entre os meus livros, filmes e discos, nas minhas idas ao café, ao supermercado, ao cinema, nas minhas comodidades, sempre tão presentes que nem lhes noto a existência, na banalidade de rodar o botão para ter água quente, para acender a luz, ligar o aquecimento, que nem me lembro do incómodo que seria se não funcionassem, no colocar comida no prato em gesto habitual, no deitar na cama macia, sem novidade, esqueço o que não sofro, ignoro o não me falta, desprezo o que me provoca desconforto.
Aborrece-me o condutor da frente que pára o trânsito sem razão, o vizinho que chega tarde a casa e faz barulho, a chuva que cai há 3 dias, os 80 canais da TV que transmitem o que não me apetece ver.
Bom Ano, desejamos aos outros, continuando a pensar apenas em nós.
Melhor seria que passássemos a dizer: " Bom Ano para mim"
2009, a data.
O tempo caminha sem se deter a olhar a paisagem.
Ainda há pouco estava calor e os dias eram grandes, não porque tivessem mais horas, mas porque o Sol se deitava no horizonte bem depois da hora de jantar.
Ainda há pouco o jardim estava cheio de folhagem verde e flores de todas as cores.
Logo passou a anoitecer mais cedo, a saber bem um casaco e as folhas das roseiras a cairem junto ao seu tronco, na terra macia.
Depressa se ouviu falar em Natal e muito se fez em seu nome.
Iluminações, enfeites, doces, compras, reuniões e votos.
Ano Novo, Ano Novo.
Fogo de artifício e champanhe.
E eis que recomeço o trabalho escrevendo Janeiro de 2009.
Só isso mudou para mim... a data, que escrevo antes da assinatura.
Ainda há pouco estava calor e os dias eram grandes, não porque tivessem mais horas, mas porque o Sol se deitava no horizonte bem depois da hora de jantar.
Ainda há pouco o jardim estava cheio de folhagem verde e flores de todas as cores.
Logo passou a anoitecer mais cedo, a saber bem um casaco e as folhas das roseiras a cairem junto ao seu tronco, na terra macia.
Depressa se ouviu falar em Natal e muito se fez em seu nome.
Iluminações, enfeites, doces, compras, reuniões e votos.
Ano Novo, Ano Novo.
Fogo de artifício e champanhe.
E eis que recomeço o trabalho escrevendo Janeiro de 2009.
Só isso mudou para mim... a data, que escrevo antes da assinatura.
Natal adiado
C.
A vida dá voltas e voltas, trazendo por vezes momentos tão difíceis, tão dolorosos, que pensamos não aguentar.
Mas acontece sempre uma pequena coisa qualquer, que nos empurra para a frente, nos devolve as forças, nos seca as lágrimas, nos faz começar os dias com renovada esperança.
Então, descobrimos que somos mais fortes que as tempestades da vida.
Bom Natal
(para um homem enorme no seu metro e cinquenta e cinco, sensível, solidário, talentoso, com um coração maior que o mundo, que neste momento paga uma pesada multa, mas tem à sua volta para o ajudar a carregar a cruz, uma grande família- do mesmo sangue e não só!)
A vida dá voltas e voltas, trazendo por vezes momentos tão difíceis, tão dolorosos, que pensamos não aguentar.
Mas acontece sempre uma pequena coisa qualquer, que nos empurra para a frente, nos devolve as forças, nos seca as lágrimas, nos faz começar os dias com renovada esperança.
Então, descobrimos que somos mais fortes que as tempestades da vida.
Bom Natal
(para um homem enorme no seu metro e cinquenta e cinco, sensível, solidário, talentoso, com um coração maior que o mundo, que neste momento paga uma pesada multa, mas tem à sua volta para o ajudar a carregar a cruz, uma grande família- do mesmo sangue e não só!)
Natal em mensagem.
R.
Há silêncios que nos dizem muito e solidões que nos enchem a vida.
Pensamos que já fomos tudo o que podemos ser, mas há talentos escondidos no mais íntimo do nosso ser e que esperam apenas pelo momento de nos fazer brilhar.
Procure dentro de si e será surpreendido pela generosidade da Mãe Natureza.
Recuse-se a ser um número.
Recuse-se a parar no meio do percurso.
Recuse-se a aceitar apenas o que lhe dão, lute pelo que merece.
A felicidade vale a pena.
Bom Natal.
(para um actor que fez maravilhas com o meu duende, dizendo sempre "não vou ser capaz")
Há silêncios que nos dizem muito e solidões que nos enchem a vida.
Pensamos que já fomos tudo o que podemos ser, mas há talentos escondidos no mais íntimo do nosso ser e que esperam apenas pelo momento de nos fazer brilhar.
Procure dentro de si e será surpreendido pela generosidade da Mãe Natureza.
Recuse-se a ser um número.
Recuse-se a parar no meio do percurso.
Recuse-se a aceitar apenas o que lhe dão, lute pelo que merece.
A felicidade vale a pena.
Bom Natal.
(para um actor que fez maravilhas com o meu duende, dizendo sempre "não vou ser capaz")
Mensagem de Natal
F.
Quem nasceu com o dom de criar, nunca está só.
As noites silenciosas são ricas em projectos e os dias solitários ajudam a concretizá-los.
Basta a vontade do homem para que o mundo se transforme.
A cela vazia é jardim florido, a cama estreita passa a baloiço da infância, a janela de grades, veleiro magestoso com velas enfunadas ao vento e na parede nua, em cada alvorada forma-se um arco-íris perfeito.
Mas nem todos temos essa capacidade. O F. foi abençoado.
Bom Natal.
(Mensagem a um pintor que passa por horas difíceis, este Natal.)
Quem nasceu com o dom de criar, nunca está só.
As noites silenciosas são ricas em projectos e os dias solitários ajudam a concretizá-los.
Basta a vontade do homem para que o mundo se transforme.
A cela vazia é jardim florido, a cama estreita passa a baloiço da infância, a janela de grades, veleiro magestoso com velas enfunadas ao vento e na parede nua, em cada alvorada forma-se um arco-íris perfeito.
Mas nem todos temos essa capacidade. O F. foi abençoado.
Bom Natal.
(Mensagem a um pintor que passa por horas difíceis, este Natal.)
Noite de luz.
Aproxima-se de novo a festa da família.
Aproxima-se a data em que fui mãe, tal como Nossa Senhora, na noite de 25 de Dezembro, poucos minutos depois da meia noite.
Quando entrei na sala de partos, a enfermeira disse: -Escusa de ter pressa, porque o Menino Jesus já nasceu. Nasceu um rapazinho agora mesmo, à meia noite em ponto.
Eu só tinha pressa para ver aquela hora passada, confesso.
Não sabia se ia ser um rapaz ou uma menina. Torcíamos para que fosse rapaz, pois já tinhamos a Rita.
O Hospital estava quase deserto. As ruas estavam completamente vazias, entregues às luzes de Natal. Os meus gemidos e depois gritos, faziam eco nos corredores silenciosos.
Foi uma noite especial, que escolhi para dar à luz.
Chovia, fazia muito frio e em todas as casas festejava-se a Consoada.
O médico estava na Missa do Galo.
Eu esperava mais um filho e desejava apenas que fosse saudável e perfeito.
Poucos minutos depois, com o médico assistente ainda em t-shirt, nasceu o Frederico.
Tal como a mãe de Deus, eu tinha o meu menino no colo.
Festeja o aniversário com o Menino Jesus.
Viajar na minha cela
Mergulho no azul do céu, em voos perdidos
Planando como ave sem sentidos
O casaco logo se estende no ar
Como vela de barco no mar.
Elevo meu corpo entorpecido
Conduzem-me ventos amainados
Abro os meus braços já doridos,
De há tanto tempo cruzados.
Doce brisa amorna as águas frias
E eu descanso em almofada de algas macias
Lençóis com barras de espuma rendada
Enfeites de damasco na colcha prateada.
Vagas mansas erguem-me no ar,
Baloiço da minha infância esquecida.
Vem trautear canções de embalar
A Lua Cheia, de suas rotas perdida.
Corro por searas de espigas douradas
Danço, rodopio, marcho em paradas
Rezo ladainhas em claustros de noviças
Caminho por dunas de areias roliças
Movendo-se em ondas sensuais
Do alto dos montes grito a ecos repetidos
Ensaio trinados com pequenos pardais
Canto hinos a amores proibidos
Olho o céu, os montes, imagino o mar
De despedida, um último olhar.
Cerro os olhos e os ouvidos. Suspiro.
Tranco o coração, colo os lábios, não respiro
Na espera da saída, desesperado
Donde nada sou e a tudo me sujeito
Regresso do sonho mil vezes sonhado
E volto a dobrar os braços sobre o peito.
Planando como ave sem sentidos
O casaco logo se estende no ar
Como vela de barco no mar.
Elevo meu corpo entorpecido
Conduzem-me ventos amainados
Abro os meus braços já doridos,
De há tanto tempo cruzados.
Doce brisa amorna as águas frias
E eu descanso em almofada de algas macias
Lençóis com barras de espuma rendada
Enfeites de damasco na colcha prateada.
Vagas mansas erguem-me no ar,
Baloiço da minha infância esquecida.
Vem trautear canções de embalar
A Lua Cheia, de suas rotas perdida.
Corro por searas de espigas douradas
Danço, rodopio, marcho em paradas
Rezo ladainhas em claustros de noviças
Caminho por dunas de areias roliças
Movendo-se em ondas sensuais
Do alto dos montes grito a ecos repetidos
Ensaio trinados com pequenos pardais
Canto hinos a amores proibidos
Olho o céu, os montes, imagino o mar
De despedida, um último olhar.
Cerro os olhos e os ouvidos. Suspiro.
Tranco o coração, colo os lábios, não respiro
Na espera da saída, desesperado
Donde nada sou e a tudo me sujeito
Regresso do sonho mil vezes sonhado
E volto a dobrar os braços sobre o peito.
Sensabedoria e Malsabedoria
Mas a tua coragem não está só por aqui. Coragem - esta é a palavra de que a tua escrita se serve, de que a tua vida se serve quando fazes dela um acto como aquele que te li noutro lugar.
Foi no teu companheiro (des)dramatizar, teu companheiro da arte e da sabedoria. Passei por lá há pouco, no teu companheiro blogue. E vi o preço que por vezes se paga a quem não conhece a arte nem jamais alcançará a sabedoria. O preço que pagam as pessoas que fazem da vida a sua coragem - o preço que pagam àqueles que não sentem nem sabem, só mandam.
O preço que pagam os que têm coragem diante daqueles que jamais serão dignos dela, aqueles que, mesmo mandando, sempre lançam a pedra e escondem a mão - aqueles que são cobardes, mas mandam. Mandam, ignorando que são escravos. Porque quem não sente nem sabe, porque quem não conhece a arte nem jamais alcançará a sabedoria, é o mais mesquinho escravo da mais mesquinha condição da animalidade.
O título do teu artigo, no teu outro companheiro blogue, é "Maldade". Mas acredita que é lisongeiro. A maldade é atributo da humana condição - muito menos mesquinha que o ódio do instinto humanóide.
Quando a tua escrita testemunha o sentir e o saber da Vida, nunca falarás para esses que mais não têm que sensabedoria ou malsabedoria. Quando falares disso, quando falares assim, fala para os teus companheiros, fala aqui.
Por isso é aqui que o meu comentário cabe. Aqui, onde estás entre os teus pares.
Por isso prefiro deixar-te uns versos que apenas são meus pela mesma razão que são de toda a Humanidade, a quem os legou a Sabedoria... palavra que nasceu no grego com o nome de Sophia:
.
Nunca choraremos bastante quando vemos
O gesto criador ser impedido
Nunca choraremos bastante quando vemos
Que quem ousa lutar é destruído
Por troças por insídias por venenos
E por outras maneiras que sabemos
Tão sábias tão subtis e tão peritas
Que nem podem sequer ser bem descritas
O gesto criador ser impedido
Nunca choraremos bastante quando vemos
Que quem ousa lutar é destruído
Por troças por insídias por venenos
E por outras maneiras que sabemos
Tão sábias tão subtis e tão peritas
Que nem podem sequer ser bem descritas
* Sophia de Mello Breyner, Pranto pelo Dia de Hoje
.
E se algum dia as forças te faltarem, lembra-te da tua obrigação de testemunhar. Lembra-te da lição de Martin Luther King:
.
O que mais preocupa
não é o grito dos violentos,
nem dos corruptos,
nem dos desonestos,
nem dos sem-carácter,
nem dos sem-ética.
...... O que mais preocupa
...... é o silêncio dos bons
E se algum dia as forças te faltarem, lembra-te da tua obrigação de testemunhar. Lembra-te da lição de Martin Luther King:
.
O que mais preocupa
não é o grito dos violentos,
nem dos corruptos,
nem dos desonestos,
nem dos sem-carácter,
nem dos sem-ética.
...... O que mais preocupa
...... é o silêncio dos bons
Maldade
"Janeiro de 2008.
Uma das prendas que resolvi dar às crianças no "Dia Mundial da Criança", foi uma pequena árvore para plantar no pátio da escola e verem crescer com os seus cuidados. Consegui, depois de imensos telefonemas, 10 árvores com 1,20m de altura, de folhagem verde claro lindíssima, todas iguais, a título gratuito, que considerei uma sorte, uma bênção.
Fiz um texto explicando às crianças, que nós queríamos que elas levassem aquela árvore para cuidarem e ajudarem a crescer, pois mais tarde ela lhes daria sombra, acolheria os pássaros e os seus ninhos, daria oxigénio para respirarem ar mais puro e enfeitaria a escola.
Fiz um texto explicando às crianças, que nós queríamos que elas levassem aquela árvore para cuidarem e ajudarem a crescer, pois mais tarde ela lhes daria sombra, acolheria os pássaros e os seus ninhos, daria oxigénio para respirarem ar mais puro e enfeitaria a escola.
Sobraram 2 árvores. Eu perguntei o que pretendiam fazer com elas. Disseram que seriam dadas à Junta de Freguesia para plantar nos jardins da povoação. Concordei. O Presidente da Junta foi ver as árvores e disse... nada. As árvores ficaram uma semana, um mês, 2 meses... à espera de serem plantadas. Eu perguntei-lhe se não as queria... disse-me que não. Plantar 2 árvores?
Então, vendo as pobres plantas a morrer de sede e de abandono, embora as regasse (o vaso em que estavam era muito pequenino e nos fins de semana ficavam fechadas num gabinete sem ar e muito quente) fui sugerir que se plantassem na quinta. Responderam que não.
Pedi que plantássemos uma perto da escola e me dessem a outra, para plantar no meu jardim e ter uma recordação daquele trabalho. Responderam que não.
Então, vendo as pobres plantas a morrer de sede e de abandono, embora as regasse (o vaso em que estavam era muito pequenino e nos fins de semana ficavam fechadas num gabinete sem ar e muito quente) fui sugerir que se plantassem na quinta. Responderam que não.
Pedi que plantássemos uma perto da escola e me dessem a outra, para plantar no meu jardim e ter uma recordação daquele trabalho. Responderam que não.
As árvores foram secando, apesar de eu ir de vez em quando encher de água o saco de plástico em que meti o vaso, perdendo as folhas e a graça. Mesmo assim, eu sentia que ainda era capaz de as ressuscitar, pois o caule estava verde. Talvez com ar, sol, terra e adubo, elas recuperassem. Acreditem. Deixaram que as plantas morressem. Os vasos foram postos fora da janela, 8 meses depois, para irem no lixo. Estavam sem folhas, os caules castanhos da grossura de um dedo indicador, mas direitas, firmes, ainda muito belas. Morreram, mas continuavam de pé e orgulhosas... Amar a Natureza e os nossos semelhantes!!!
Quem fazia a limpeza não as tirava de propósito, sensibilizado com aquela ordem. Nunca houve um gesto, uma palavra, nada que mostrasse que aquilo incomodava quem ia todos os dias ao arquivo onde elas estavam.
Eram superiores a tudo, a todos, à Natureza, a Deus! Com poder da vida e da morte!!! "
Mais um presente do Tonô.

O meu irmão volta a fazer-me companhia!
Procura as minha escriturices, completa as minhas pesquisas mais descuidadas, deixa-me uma flor, um poema, uma música, um filme.
A surpresa é sempre boa.
Somos irmãos, no verdadeiro significado que essa palavra contém, apesar do mesmo pai, da mesma mãe e da "mesma criação", como dizem no Fundão.
Desde crianças que as nossas conversas se procuram, se cruzam e se entendem. Desde crianças que os nossos gostos coincidem.
Sonhei muitas vezes que sabia tocar piano, admirando-me como era fácil tirar as minhas músicas preferidas daquele intrumento magestoso. Mas nunca cheguei a aprender uma única nota musical.
Ver o meu irmão dominar as teclas de ébano e marfim e interpretar uma partitura, é como se fossem os meus dedos a percorrer as escalas e a encher a sala com as melodias tão familiares. É como se fosse eu que, de repente, descobrisse que sabia tocar piano e exultasse de emoção.
Sabe ouvir as minhas inquietações, tirar as minhas dúvidas, resolver os meus problemas.
Está presente tão facilmente nos momentos em que sofro, como naqueles em que festejo.
Apesar de mais novo, vai mais à frente. Eu caminho devagar. Ele corre.
Todas as paixões que eu tenho sonhado realizar, ele realiza. E eu, conformada, realizo-me nele.
Obrigada. Volta sempre.
( Na foto antiga e divertida, o pormenor das mãos dadas! Parece que te apoias em mim, mas toda a vida tem sido outra a intrpretação que lhe dou. Eu é que te seguro, te sigo, me agarro a ti. Um beijo.)
Inquietações
Sonho fazer de 1964 uma era do século passado.
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"Considero-me um sonhador, paguei um preço bastante duro pelos meus sonhos, mas são tão belos, tão plenos e tão intensos que voltaria a pagá-lo uma e outra vez.
(...) não há sonho mais belo do que o de um mundo onde o pilar fundamental da existência seja a fraternidade, onde as relações humanas sejam sustentadas pela solidariedade, um mundo onde todos compartilhemos da necessidade de justiça social e actuemos com coerência.
(...) se não formos terrivelmente audazes com os nossos sonhos e não acreditarmos neles até os tornar realidade, então os nossos sonhos murcham, morrem, e, com eles, nós também."
* Luis Sepulveda, O Poder dos Sonhos
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Passa da uma hora da manhã.
O sono não chega e aproveito para arrumar o meu diário, fiel companhia de tantos momentos.
Admiro-me sempre com isto da internet... neste momento, 9 países lêm o que escrevo. Do Japão ao México, do Uruguai à Itália e à Alemanha. Chego a ficar assustada com tanto poder que tem este pequeno aparelho à minha frente.
E podia ser aproveitado para fazer coisas boas, muito boas.
Eu, que me deparo com tantas dificuldades para realizar os meus projectos, fico aqui a pensar como seria bom ter a ajuda de algumas pessoas por esse mundo fora.
Falei nisso mais atrás - por cada bola colorida, um par de meias quentes.
Podia tornar o Natal dos meus amigos tão necessitados, muito mais Natal.
E quando ajudamos os outros, temos nós também um Natal muito mais Natal.
Lembro-me de quando se via uma criança descalça, nos dias mais frios de Inverno, alguém dizia: -Estão habituados,"Deus dá o frio, conforme a roupa".
O meu pai respondia sempre: -"Pois, dá muito, a quem tem pouca!"
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