Uma foto linda das paisagens vulcânicas de Masca, Tenerife, onde o António foi vadiar, como ele diz.Um olhar
Uma foto linda das paisagens vulcânicas de Masca, Tenerife, onde o António foi vadiar, como ele diz.Adeus a Luciano
Estava a almoçar no restaurante, quando ouvi a notícia de que tinha partido Luciano Pavarotti.A força da Net
Um jovem, tirou um pouco do seu tempo na net, para me desejar melhoras, num comentário ao post "Fisioterapia". Últimamente tenho conversado muito com a Vanda, minha amiga apesar de ter quase o dobro da sua idade, sobre as relações pouco responsáveis dos jovens e este contacto veio lembrar-me que não devemos tomar a parte pelo todo.
É preciso viver o dia intensamente, viver tudo hoje.
São as modas, as saídas, os consumos, os relacionamentos.
Nos relacionamentos então é o egoísmo total.
Não se tem pudor em iniciar uma relação, fazer crer essa relação como forte e séria, para desmentir isso no dia seguinte. Só importa a colecção de troféus que cada um expõe e chegam a afirmar que "só tem uma mulher, quem é feio. Quem não é, tem várias, tem as que quiser".
Quem fez esta afirmação há pouco menos de 3 meses, está por aí, convencido do que diz e a fazer estragos em quem está próximo. Sofrem as consequências do seu procedimento, não só as mulheres que ele escolhe, mas os pais, os amigos e os que se vêm envolvidos sem querer.
É instantâneo o conhecer, o sair, o amar... e o descartar.
Quem tem a pouca sorte de sentir de forma diferente, tem de aguentar, recompor-se e fazer das tripas coração para continuar em frente como se nada tivesse acontecido.
"É o viver o momento como nos apetecer, sem compromisso, sem pensar no futuro", palavras de outro que também anda por aí...
Acho que são incapazes de amar a sério, de olhar os outros nos olhos e se colocar no lugar deles, são adoradores de si mesmo.
Ignoram os sentimentos, pura e simplesmente, sabe-se lá bem porquê!
Talvez mostrem amor pelo seu jipe, pela sua prancha de surf, pelos seus 3 telemóveis... Esses são seus servos silenciosos. Mas as pessoas têm o mau hábito de pensar, de agir, de se revoltar contra o seu egoismo e aí... deixam de interessar.
Só tem valor a conquista. Depois, nada já tem interesse.
É desolador ver isso, tanto nos rapazes, como nas raparigas. O narcisismo não tem sexo.
Por causa destas conclusões que temos tirado ultimamente, me surpreendeu o email, a desejar-me melhoras e preocupado em saber como aconteceu o acidente.
O meu novo amigo tem sonhos... alguns antigos, outros mais recentes.
Está à espera de começar formação profissional, pois foi um dos apanhados pelo tufão despedimentos. Enquanto isso, escreve e acaricía o seu sonho antigo.
Fui ler o seu blog e fiquei comovida com o amor que tem pelos outros.
Já sofre e ainda tem a vida toda para viver...
Enviei-lhe uma mensagem que começava assim: O amor é a força que move o ser humano. Amor a um país, a uma profissão, a uma arte, a outro ser humano.
Ter capacidade para amar, amar verdadeiramente, sempre, sem limites, sem dúvidas, sem condições, sem medir sacrifícios, sem contabilizar dádivas, é um sentimento muito belo, muito próximo de Deus.
Nem sempre se é correspondido na mesma força de amar, mas só esse sentir em si nos basta, nos preenche, nos humaniza.
O meu amiguinho sabe amar de verdade.
Saber da sua existência fez-me acreditar de novo no ser humano e nos sentimentos.
É pena que os Nunos sofram por causa dos Gonçalos, dos Paulos e dos Ricardos. Das Renatas, das Alices e das Suzanas...
Uma vez mais fico feliz por ter vivido a tempo de navegar na net. Ela trouxe-me a mensagem tão simples do Nuno, que acabei por conhecer melhor no messenger e de quem começo a ser admiradora.
Fisioterapia
Nestes dias em que me foi recomendado repouso e tenho que estar em casa todo o dia sózinha, ir à Formafísica é uma festa. Tenho tratado o pé e a alma.
Já fiz fisioterapia num hospital particular, onde não me lembro de ter ouvido uma palavra da senhora que me aplicava os panos quentes, além do "dispa-se" e "pode vestir-se", em tom seco, talvez profissional em demasia. Nunca gastou um minuto a mais comigo. Não me lembro da cara dela, sequer.As pessoas estão fragilizadas por estarem doentes e o próprio hospital tem um ambiente soturno e frio. Por vezes, uma palavra afectuosa dá mais resultado que 20 sessões de ultra sons ou raios lazer.
O acidente
Em casa desde 12 de Setembro com uma rotura de ligamentos no pé esquerdo, começo a melhorar e a sentir necessidade de não depender dos outros para me deslocar.Marcaram-me uma ecografia e resolvi ir fazê-la já a conduzir o meu carro.
Fui à fisioterapia e de seguida entrei na auto-estrada.
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Uma camioneta de mercadorias, à minha frente, perde as duas rodas da esquerda.
Consigo escapar à primeira e sou atingida pela segunda.
Saí trémula do embate, mas sem ferimentos.
O mesmo não aconteceu ao meu carro que está na oficina desde esse dia- Dia 28 de Setembro.
Como gelo na escada

Fim de férias

No último dia de férias da mãe na minha casa,
fiz um almoço para juntar-lhe os filhos, os netos
e os bisnestos.
A família cresce e renova-se. Fruto do grande amor que viveram os meus pais, a quem só a morte separou.
Os cabelos brancos, os filhos e os netos já adultos.
Aqui, com os filhos - o To-nô, o Manel e euzinha.
E as noras - a São e a Isabel.
Encheu-se a casa de gente bonita.Os netos
Frederico, Bernardo e Pedro.

E os futuros netos Jorge, Carlos e Pêpê.
Todos estivemos muito felizes.
O tronco da árvore... a mãe.
Agosto
TLM
Mas todos conhecem, todos têm, todos usam.

No palco

Quando termina o espectáculo e ficam sozinhos no camarim, tiram a maquilhagem e têm dificuldade em se aceitar sem a caracterização.
Valorizam demais os cenários, os adereços, o guarda-roupa, a caracterização, mas não prescindem do "ponto" para não terem de memorizar textos complexos.
Dançar...

A música, como sangue que corre nas veias, dá alma ao Flamenco.
As mãos acompanham o ritmo do bater do coração, com os dedos que estalam.
E todo o conjunto vibra...

O Salero...
Folhos, xaile e franjas.
Violas, castanholas e palmas que marcam o ritmo.
Flamenco é mulher com toda a sua sensualidade.

A elegância...
O negro dos cabelos apanhados, os dedos das mãos como notas em pauta de música, o vestido contornando as formas femininas, o olhar distante e enigmático deixam adivinhar a melodia.

A Expressão
Os braços formam um coração que contorna o rosto. As mãos, como duas pombas...
É dor e paixão. É arte.







