Universidade Sénior- Fundão

No fim de semana passado, no Fundão, quando atravessei a avenida para ir tomar um café reparador, não só por um pouco de cafeína, mas também por sair de casa e dar dois dedos de conversa com a minha amiga Teresa, fui surpreendida com o som dos tradicionais bombos de Lavacolhos, uma aldeia do Concelho.
Como gosto de tudo o que é tradicional da minha terra, parei logo para os ver.
Os bombos abriam o cortejo dos finalistas da Universidade Sénior.
Ao mostrar pena de não ter ali a minha máquina fotográfica, a Teresa afundou a mão no imenso saco (os sacos das senhoras são como a farmácia... têm de tudo!) e passou-me a sua.
Com o Sol muito forte, a máquina desconhecida, os meus óculos desaparecidos, quando consegui preparar-me, já o cortejo tinha passado. Mesmo assim, entre fotografar o chão, as paredes e outros objectos não identificáveis, ainda registei algumas imagens que poderão lembrar como na minha terra se vão dando passos em frente para combater o isolamento das cidades do interior, a solidão das pessoas mais velhas e o pouco conhecimento a que tinham acesso.
Os trajes impecáveis, as cabeças já brancas e a serenidade dos rostos, mostravam uma altivez de quem está bem com a vida, de quem está feliz, realizado.
As vozes afinadas acompanhavam os adufes e o cavaquinho nas canções tantas vezes ouvidas na minha infância.
Gostei muito.
Parabéns aos corajosos, que deixam a sua casa confortável e rumam à escola, mostrando que "o aprender, pode ser sempre".

1 comentário:

Nuno Medon disse...

Olá! Eu costumo chamar a terras pequenas, o interior do País, terras como Valongo, Fundão, Figueira da Foz ( por não ser terra com a dimensão do Porto ou Lisboa ), onde a vida é mais pacata, feliz, e onde se vai respirando ar puro. Felizmente, ainda vivo numa zona privilegiada, onde ainda sinto ar puro. Uma " blogger " tão boa como tu, que escreve muito bem, tem sempre de andar com máquina digital. beijos e um bom descanso ! um abraço